Justiça boliviana confirma decisão que impede Evo Morales de concorrer à presidência

O ex-presidente Evo Morales e o atual líder do Executivo boliviano, Luis Arce, disputam o controle do partido governista e a indicação para a candidatura presidencial

Tribunal Constitucional da Bolívia impede terceiro mandato presidencial, inviabilizando candidatura de Evo Morales em 2025

O Tribunal Constitucional da Bolívia reafirmou, na última sexta-feira, dia 8, que nenhuma autoridade pode disputar um terceiro mandato presidencial após cumprir dois períodos, sejam eles consecutivos ou alternados. Com isso, a candidatura de Evo Morales para as eleições de 2025 está barrada. A decisão confirma o parecer emitido em dezembro de 2023, em resposta a um pedido de esclarecimento de um parlamentar que buscava detalhes sobre os limites legais do parecer anterior. O tribunal destacou que o exercício presidencial deve ser restrito a dois mandatos.

Histórico dos mandatos de Evo Morales

Evo Morales obteve um terceiro mandato em 2015, após uma reforma constitucional que gerou ampla controvérsia e dividiu a opinião pública. Quando buscou um quarto mandato para o período de 2020 a 2025, foi acusado de fraude eleitoral, levando a protestos que resultaram em sua renúncia em novembro de 2019.

Desde então, Morales e o atual presidente da Bolívia, Luis Arce, disputam a liderança do partido governante e a candidatura presidencial para as próximas eleições de 2025. Embora Arce ainda não tenha declarado oficialmente sua intenção de reeleição, ele é incentivado por uma base de apoio que defende sua continuidade no cargo.

Conflito interno e consequências para o cenário político

Apesar de estar impedido de concorrer, Evo Morales ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão do tribunal. Em declarações anteriores, ele afirmou estar apto para concorrer, acusando o governo de Arce de usar a Justiça para inviabilizar sua candidatura. Morales governou a Bolívia por três mandatos, tendo iniciado seu governo em 2006 e sido reeleito em 2010, sob uma nova Constituição.

O embate entre Morales e Arce reflete uma crescente divisão dentro do partido governista. Além das eleições presidenciais, o ano de 2025 será decisivo para o país, pois todas as cadeiras do Congresso, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, estarão em disputa, o que poderá redefinir o equilíbrio político na Bolívia.

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