Decisão ocorre após de um ano de tentativas; entendimento foi coordenado com o governo dos Estados Unidos

O Catar anunciou, no sábado, a suspensão de seus esforços para mediar um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, após um ano de tentativas frustradas. A decisão foi tomada em coordenação com o governo dos Estados Unidos, que já havia sido informado com antecedência. Ao longo das negociações, o Catar usou sua posição como anfitrião de líderes do Hamas para tentar aproximar as partes e alcançar um cessar-fogo que incluísse a libertação de reféns.

Conforme informaram autoridades envolvidas, o Catar exigiu que os líderes políticos do Hamas deixassem o país, como medida de pressão para incentivar avanços nas conversas de paz. Em resposta, um representante do governo Biden declarou que, após o fracasso nas negociações para liberação de reféns, líderes do Hamas não deveriam mais ser bem-vindos em países parceiros dos Estados Unidos.
Apesar dos relatos, o Ministério das Relações Exteriores do Catar negou o fechamento do escritório do Hamas em Doha, confirmando apenas que as mediações foram suspensas. O ministério ressaltou que uma possível retomada do diálogo dependerá do comprometimento das partes em busca de uma solução para o conflito. Em meio a essa situação, o Catar tenta equilibrar suas relações regionais e ocidentais, enquanto o Hamas, por sua vez, nega ter recebido qualquer pedido para deixar o país.





